Van Gogh e a turbulência

starryNightEnquanto examinavam as imagens de redemoinhos de gás e estrelas em uma imagem obtida pelo telescópio espacial Hubble em 2004 alguns astrônomos perceberam que a imagems os lembrava muito da pintura Noite Estrelada, de 1889, do Van Gogh (ao lado).

Isso motivou outros cientistas de vários países a estudarem a luminância da pintura em detalhes. O que eles descobriram é que existe uma estrutura de fluxo turbulento (abaixo) escondida em várias das pinturas de Van Gogh. Comparando pixels nas pinturas, eles concluíram que existe um padrão muito próximo aos descritos pelas equações de Kolmogorov, de 1941, nas pinturas em que Van Gogh estava passando por algum tipo de crise psicótica e que não estão presentes nas outras. Em outras palavras, Van Gogh era turbulento.

turbulentFlowO TED publicou esse vídeo muito bonito a respeito dessas pesquisas. Além de informar, o vídeo é muito bem feito exibindo uma animação “pós-impressionista”. Ainda não existe um modelo matemático que descreva a turbulência, por isso ainda usa-se túneis de vento para testar modelos aerodinâmicos. É considerado o mais importante problema de física clássica não resolvido.

E qual outra conclusão podemos tirar dessa análise? Que artistas são loucos mesmo, é claro.

O Noite Estrelada do Van Gogh está exposto no MoMA, em New York.

+150 XPs

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